Nº 16 - 03/03/2008
É preciso recompor a arquitetura e a engenharia brasileiras
O Brasil vive um momento raro em sua história. Após mais de duas décadas em que a economia vivenciou a difícil experiência de crescimento pífio do PIB, conseguimos uma estabilidade macroeconômica poucas vezes antes vista, com taxas de crescimento mais elevadas e num ciclo aparentemente mais sólido. Nesse momento, em que quase tudo estimula o desenvolvimento do país: estabilidade na economia, programas de investimento na infra-estrutura governamentais (PAC, especialmente) e privados, é fundamental lembrar que o setor de arquitetura e engenharia consultiva (A&EC) é a base para o crescimento do país. Sem projetos bem-feitos - contratados pela melhor técnica e não pelo critério de “menor preço”, que pode significar “obra mais cara e de pior qualidade”, o Brasil não tem como crescer.Bons projetos e serviços de arquitetura e engenharia consultiva, porém, dependem fundamentalmente de equipes bem-estruturadas, formadas por profissionais experientes no desenvolvimento de trabalhos nas mais diversas áreas abrangidas pelo setor: transportes, energia, telecomunicações, edificações, saneamento, entre várias outras. Esse é um gargalo que as empresas de A&EC têm procurado superar recorrendo ao amadurecimento de profissionais recém-formados, quase que num sistema de “autoclave”: cursos intensivos transmitem conhecimentos que, de outra forma, exigiriam anos para ser adquiridos.Esse panorama, no entanto, exige atenção por parte de empresas contratantes e fornecedoras de serviços de arquitetura e engenharia consultiva. É essencial que os valores contratuais passem a refletir a nova realidade econômica, sem o qual não será possível atender à demanda com o nível de qualidade necessário. E sem qualidade de projeto, não há obra ou empreendimento público feitos a custo adequado e durável.
Reforma Tributária: chances remotas de aprovação em 2008
O governo federal enviou ao Congresso, neste mês de fevereiro, a PEC de reforma tributária, que estava embutida na negociação feita no final de 2007 para aprovação da DRU. As chances de aprovação, porém, são remotas.
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Infra-estrutura ganha destaque no BNDES
Entre as boas notícias na área federal, destaca-se a de que os financiamentos concedidos pelo BNDES para o setor de infra-estrutura cresceram 62% nos últimos 12 meses, ante igual período anterior, e pela primeira vez superaram o total concedido à indústria. A gestão do PAC, entretanto, precisa melhorar.
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Sinaenco busca ampliar assinatura de convenções coletivas nacionais
Desde o ano passado, o Sinaenco tem buscado ampliar o número de convenções coletivas de âmbito nacional, firmadas com entidades representativas de categorias profissionais.
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Porto Alegre reduz alíquota do ISS
A Regional do Sinaenco/RS comemorou a promulgação, pela Prefeitura de Porto Alegre, da Lei Complementar nº 584, de 27 de dezembro de 2007, que reduz a alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) de 4% para 2% para as atividades de arquitetura e engenharia consultiva.
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Por: XY2