Sinaenco participa de debate sobre a Copa no Fórum Mundial de Urbanismo
29-03-2010O Brasil, que em 2014 será sede da Copa do Mundo, e o Rio de Janeiro, que abrigará as Olimpíadas de 2016, nunca estiveram tão próximos de soluções para suas mazelas, assim como nunca estiveram tão longe de resolvê-las. Estes desafios que o país enfrentará estiveram em debate no dia 23 de março passado, no 5ºFórum Urbano Mundial, realizado no Rio de Janeiro, na zona portuária. No encontro, foram apresentados exemplos bem sucedidos, de cidades como Barcelona nas Olimpíadas de 1992, ou mesmo Londres, nos jogos que serão realizados daqui a 2 anos.
O presidente nacional do Sinaenco, João Alberto Viol, participou do evento com uma palestra sobre as oportunidades abertas ao Brasil pelos dois grandes eventos esportivos. Para a Copa, Viol defendeu arenas multiuso, com menor capacidade de público e mais segurança, mudanças no entorno dos estádios, e outros atrativos, que poderão mostrar aos torcedores novos paradigmas em espaços para o esporte. Viol ainda afirma, que bons atendimentos da rede hoteleira e hospitalar, acessibilidade e mobilidade são investimentos essenciais.
Para seguir os exemplos dessas cidades e até mesmo de Frankfurt que na Copa da Alemanha em 2006 revitalizou seu centro financeiro, o Brasil deverá escapar dos problemas burocráticos e agir, explicou Viol. “No Brasil não faltam planos, mas eles costumam parar na estapa de diagnósticos”, disse o presidente. "Que país queremos em 2015 e qual imagem queremos deixar de 2014? O de vidraça, sem segurança, com lixo nas ruas e uma mobilidade caótica; ou de uma bela vitrine, que será a superação de tudo isso, primeiro com planejamento e depois com execução dos projetos?", questionou Viol.
Favelas
Viol lembrou que a a realização da Copa no Brasil, em doze cidades, implicará a geração de mais de três milhões de postos de trabalho para a execução de obras de construção ou reforma de estádios, melhoria da mobilidade urbana e regional e outras de infraestrutura. “As obras terão prazos finais inadiáveis, pois não se pode mudar o período da realização da Copa ou da Olimpíada. Com isso haverá uma grande demanda de mão de obra, que pode não encontrar outras oportunidades de continuidade de ocupação” disse João Alberto Viol, presidente do Sinaenco. “Caso não haja um planejamento eficaz, é grande o risco de favelização, devido a não absorção deste contingente de trabalhadores no pós-Copa. Esse processo poderá ter grandes efeitos na partição ou unificação das cidades”, advertiu Viol.


