Entre em Contato
Convenções Coletivas
Contribuição Sindical
Serviços para Associadas
Notícias
Atividades
Copa 2014
Jurídico
Estudos
Dados Setoriais
Programa de Qualidade
Dúvidas Freqüentes
Imprensa
Links
LOCALIZE UMA EMPRESA
Busca no site
[ OK ]
Ajuda
 
 
Últimas notícias
Boletim Consulte
e-Consulte
Sinopse
Sinaenco na mídia
Buscar
[ OK ]
 
> Últimas notícias [ voltar ]

Copa 2014: é hora de falar sério, Brasil
26-07-2010

Por José Roberto Bernasconi, presidente da Regional São Paulo do Sindicato da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco/SP)

A Copa de 2010 terminou, para o Brasil. A derrota no campo de jogo, porém, exige que todos os responsáveis pela preparação brasileira para realizar bem a Copa 2014 se debrucem sobre os desafios de, agora, executar as obras de infraestrutura esportiva e geral para a realização do campeonato mundial de futebol. Isto porque ainda há indefinição em questões básicas, essenciais, como por exemplo sobre o estádio que sediará a abertura dos jogos, num momento em que, finda a Copa de 2010, na África do Sul, as atenções do planeta, por intermédio da mídia esportiva, se concentrarão no Brasil.

A polêmica que todos esses quesitos e tendo em vista que a construção de um novo estádio em São Paulo, com capacidade para mais de 65 mil espectadores, e de todas as demais obras exigidas se instaurou após a decisão da Fifa de retirar o estádio do Morumbi da Copa 2014  - se a capital paulista deve construir um novo estádio em Pirituba, zona oeste paulistana, para recepcionar o jogo de abertura do campeonato ou optaria por outra solução, desistindo do jogo inaugural – é emblemática da época em que vivemos. Este é o momento de falar sério e pensar não somente no espetáculo, mas essencialmente nos custos e benefícios, no legado para a sociedade, dos investimentos a serem feitos, públicos em sua maioria. Ponderando para atender às exigências da Fifa (transporte de massa, vila de hospitalidade, entre outras), envolveria alguns bilhões de reais, o mais sensato seria o Brasil definir o estádio do Maracanã, revitalizado, para sediar o jogo de abertura e da final da Copa 2014.  Afinal, os investimentos públicos na reforma do Maracanã para o campeonato serão feitos, obrigatoriamente. Essa foi a opção da África do Sul para a abertura e a final da Copa 2010, com o estádio Soccer City sediando ambas as partidas.

O novo estádio paulistano estaria situado numa área de 5,5 milhões de m2, declarada de utilidade pública pela prefeitura de São Paulo, que pretende erguer ali um novo, moderno e amplo espaço para eventos, que substituiria o parque do Anhembi, já acanhado para a demanda, como principal centro de eventos da capital paulista. São Paulo é o maior polo de atração da América do Sul, possui diversificado turismo de negócios, é um centro de feiras e exposições e, assim, necessita construir e operar um novo centro de eventos de padrão global, condigno e compatível com sua condição de cidade mundial – candidata a sediar a Expo 2020 ou 2025.

Mas, para isso, deve desenvolver o masterplan do empreendimento, obter as aprovações e os licenciamentos ambientais, proceder às licitações de caráter internacional para decidir a quem atribuir a concessão do empreendimento (construção, operação e manutenção) por 20 a 30 anos, incluindo os espaços cobertos de 350 mil m2 e espaços abertos, parque hoteleiro, restaurantes, equipamentos de apoio e até uma arena multiuso além, é claro, da adequação total da área e de prover a infraestrutura necessária para sua implantação e operação. Só que isso, para ser pensado, estudado, planejado, projetado, licenciado, operado, construído, equipado e montado, testado e aí, então, operado, demanda um prazo entre seis a oito anos. Não é viável e tampouco recomendável, técnica e economicamente, realizar esse projeto em cerca de três anos, sob pena de temos obras mal planejadas, executadas às pressas e sujeitas a problemas de toda ordem, até mesmo de descontrole de custos e de qualidade, entre outros.

Assim, a opção pelo Maracanã seria a que ofereceria a melhor solução e ajudaria a realçar mundialmente o estádio-símbolo do futebol brasileiro, do Rio de Janeiro e do Brasil como um ícone da Copa 2014. O Maracanã, construído para a Copa de 1950, pode ter revitalizada sua imagem em escala mundial, sem exigir investimentos outros que os já previstos para a sua reforma e os requeridos para a Olimpíada 2016.

Com essa decisão, lógica, racional e que otimiza investimentos, São Paulo pode perfeitamente receber os jogos de classificação, das oitavas e até das quartas-de-final com o Morumbi, que já está pronto e exige apenas as adaptações necessárias, com as quais o São Paulo Futebol Clube já está comprometido, juntamente com seus parceiros/financiadores da obra.

O Brasil não pode correr o risco de soluções improvisadas. Os investimentos que devem ser alocados sob a rubrica Copa 2014 não são pequenos: para a reforma/construção dos 12 estádios, estimam-se cerca de R$ 6 bilhões; somando-se a isso as demais obras de infraestrutura (mobilidade urbana e interurbana, aeroportos, portos, rodovias, hospedagem, saneamento, segurança e saúde), chega-se ao montante de aproximadamente R$ 60 bilhões.

Enfim, esta é uma oportunidade de ouro e que não pode – e principalmente não deve – ser desperdiçada pela falta de planejamento e de ações previamente estudadas e definidas.

 
 
 
By Guest
Mapa do Site Política de Privacidade