QUALIHAB: Programa Setorial da Qualidade - PSQ
Setor de Tecnologia de Materiais e Componentes da Construção Civil
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A CDHU - Companhia de Desenvolvimento
Habitacional e Urbano do Estado de São
Paulo, é a maior companhia habitacional do
mundo, com investimentos anuais previstos de
R$ 920.000.000,00 para os anos de 97 e
98. Atualmente a CDHU possui um total de 90.000 unidades em construção, podendo chegar até 111.000 em 1988, tendo sido construídas em 97, de Janeiro à Março, por volta de 2.709 unidades. Neste contexto face à dimensão da CDHU e do conseqüente montante investido atualmente, faz-se necessário e urgente, a implantação efetiva do QUALIHAB, onde o o setor de Tecnologia é parte integrante e de fundamental importância.
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As empresas do setor de tecnologia de
materiais, atuantes no Estado de São Paulo,
apresentam grandes disparidades na sua
capacitação. Existem empresas pertencentes à
Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio
(RBLE), credenciadas e auditadas pelo
Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial —INMETRO
e empresas, precariamente equipadas apenas
para realização de ensaios de recebimento e
ensaios de compressão axial de concreto, e,
eventualmente controle de compactação de
aterros. Ilustrando o fato, o faturamento destas empresas nesta atividade especifica, varia de R$ 15.000,00 à R$ 700.000,00/mês. Das 13 empresas participantes deste PSQ, cinco pertencem à Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio, e portanto, já possuem Sistema da Qualidade implantado e auditado periodicamente pelo INMETRO. Atuam no Estado de São Paulo, geralmente limitadas ao município sede, pelo menos outras 10 Empresas além, das 13 participantes deste PSQ. Devido a disparidade provocada pela situação acima exposta, o setor enfrenta o que entendemos ser a concorrência predatória: a prestação de serviços de controle tecnológico por algumas Entidades de Ensino e Entidades sem fins lucrativos ligadas às mesmas, e ainda, por laboratórios sem nenhuma estrutura operacional, mas que se utilizam indevidamente das instalações laboratoriais de estabelecimentos de ensino. A participação de algumas destas Entidades, é nociva sobre todos os aspectos, dos quais destacamos:
O desequilíbrio técnico e de custos e a falta de regras claras para contratação de uma Empresa de Controle Tecnológico leva a um fato extremamente desencorajador de qualquer investimento. Empresas que investiram na instalação adequada de seus laboratórios, no treinamento e formação de seus colaboradores, não têm, independentemente do seu porte, condições de competir no mercado, pois a qualificação não é um item levado em conta na contratação destes serviços.
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3.2.1. Forma e critério de contrataçãoNa situação atual, as Empresas de Tecnologia são contratadas pelas Construtoras, sem qualquer pré-requisito estabelecido pela CDHU.Não existe também, uma especificação clara e objetiva de como devem ser realizados os serviços de controle tecnológico das obras, ficando a critério da fiscalização esta definição, o que causa distorções e critérios diferentes para cada obra.
3.2.2. ConseqüênciasEstes fatores contribuem sensivelmente para que a situação da tecnologia de materiais nas obras da CDHU seja extremamente precária, desestimulando a implantação de qualquer programa setorial da qualidade, visto que os critérios técnicos são os menos considerados na contratação.Este fato gera a prestação de serviços por Empresas de Tecnologia sem a necessária capacitação técnica para a solução dos problemas relativos aos materiais de construção, não agregando qualquer valor à realização do ensaio. A simples apresentação de um resultado, aprovando ou reprovando um determinado material, não fornece os subsídios necessários para o equacionamento das questões relativas à qualidade dos materiais. A Empresa de Tecnologia deve indicar as soluções adequadas, em função da experiência do seu quadro técnico e de sua estrutura organizacional. No caso de ensaios, o item confiabilidade deve ser intocável, e a garantia de confiabilidade dos resultados somente pode ser obtida pelo cumprimento de requisitos como os estabelecidos pela norma ABNT/ISO/IEC-GUIA 25. Esta norma, por exemplo, norteia o Sistema da Qualidade de todos os Laboratórios pertencentes a Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio do INMETRO. Como as contratações atuais das Empresas de Tecnologia não obedecem critérios técnicos, não é raro constatar-se falhas primárias, quais sejam:
As principais distorções encontradas na atividade de Tecnologia decorrem da forma da contratação dos serviços e podem ser resumidas em:
Em pesquisa realizada junto às 13 empresas participantes deste PSQ, verificamos que 10 delas não possuem hoje, nenhuma obra da CDHU em sua carteira de contratos. Nesta avaliação estão incluídos todos os Laboratórios do Estado de São Paulo que já possuem um Sistema da Qualidade implantado e credenciado pelo INMETRO segundo a ABNT/ISO- IEC-GUIA 25. Considerando, com base no relatório apresentado pela CDHU em 11/96, na FIESP, que devemos ter no momento algo da ordem de 90.000 unidades em construção, tem-se uma idéia bastante clara da situação atual do setor, junto à CDHU.
3.2.3. Proposta de soluçãoPara o desenvolvimento deste PSQ é condição essencial e premissa básica a contratação direta da Empresa de Tecnologia pela CDHU, mediante critérios objetivos e integrantes deste acordo setorial.A colaboração das Empresas de Tecnologia, atuando em conjunto com a CDHU, e não via Construtoras, com certeza, dará uniformidade ao sistema, minorando conflitos e beneficiando todos os envolvidos, a saber:
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Baseados em informações fornecidas pelas
Empresas participantes, podemos admitir que
o faturamento anual do setor gira em torno
de R$ 40.000.000,00, gerando aproximadamente
2.500 empregos diretos.
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